19/06/2008 - Brasil e Ucrania lancarao satelite japones " de graca" em Alcantara: O lancamento do foguete Cyclone-4 que vai inaugurar a empresa binacional espacial do Brasil e da Ucrania vai levar praticamente de graca ao espaco um satelite japones experimental, o Nano-Jasmine. A missao, que deve partir desde o Centro de Lancamento de Alcantara, no Maranhao, esta marcada para 2010.

Como o primeiro lancamento do modelo ucraniano sera apenas de qualificacao (prova de viabilidade), a empresa Alcantara-Cyclone nao pode ainda vender o servico. A viagem, porem, esta aberta para paises que quiserem arriscar uma carona, porque o foguete e capaz de carregar mais de um satelite. "Esse primeiro lancamento nao pode ser comercial, mas podemos lancar, obviamente, cargas e satelites", diz o ex-ministro da Ciencia e Tecnologia Roberto Amaral, diretor- geral da Alcantara-Cyclone.

"Nos abrimos uma oportunidade para a Agencia Espacial Brasileira se ela quiser ela podera indicar satelites - e ja fomos procurados pela Universidade de Toquio. A importancia disso e que as obras aqui ainda nem comecaram, e uma universidade ja esta apostando no sucesso do nosso lancamento."

Segundo Amaral, os japoneses contribuirao apenas com uma ajuda de custo. "O custo do lancamento e nosso", afirma. "O que eles vao pagar e uma adaptacao que tem que ser feita na area de carga do foguete."

O Nano-Jasmine, na verdade, e tambem um satelite de " qualificacao", que testara tecnologias para o Jasmine, um telescopio orbital com visao de infravermelho que os japoneses querem lancar no futuro.

A carona foi confirmada no inicio do mes em reuniao que a diretoria da empresa realizou em Kiev, na Ucrania. No encontro foi redigida tambem uma solicitacao aos governos brasileiro e ucraniano para aumento no capital inicial de investimento.

Com isso, os US$ 105 milhoes que deveriam ser injetados na Alcantara-Cyclone ate 2010 podem subir para US$ 375 milhoes. Despesas e lucros serao todos divididos pela metade entre os dois paises.

Segundo Amaral, a proposta tem apoio do ministro da Ciencia e Tecnologia, Sergio Rezende, que tambem foi a Kiev. A justificativa para o alto investimento, diz Amaral, e a perspectiva de lucro. A empresa projeta que o mercado de satelites do porte que o Cyclone-4 poe no espaco movimentara cerca de US$ 13 bilhoes nos proximos dez anos.

A Alcantara-Cyclone, diz, pode abocanhar 30% disso. O que permitira a empresa oferecer precos mais competitivos e que foguetes lancados de perto da linha do Equador entram em orbita sem gastar muito combustivel. Fonte: www.famem.org.br